Higienização das mãos

A higienização das mãos é a medida mais importante para a prevenção de doenças infecciosas, tanto no lar como nos locais de trabalho e, especialmente, em ambiente hospitalar

A superfície da pele que cobre as mãos é formada por várias estruturas, incluindo as unhas, capazes de manter micro-organismos causadores de várias doenças que vão desde simples diarreias até Hepatite A.

Em nossas mãos existem dois tipos de flora: uma resistente que convive conosco e nos protege, e uma flora transitória que é adquirida ao tocar elementos ou superfícies e que, posteriormente, é transportada. Os mesmos micro-organismos que compõem esta última flora multiplicam-se por mil e muito rapidamente. Estes germes podem ser vírus, bactérias e fungos capazes de provocar uma doença. Por isso a importância da higienização diária, sobretudo em determinadas circunstâncias, como depois de usar o banheiro; com o manuseio de alimentos crus ou lixo; depois de atender a algum doente; com a troca de fraldas; depois de tocar em animais; de frequentar um lugar público como banheiro, hospital, escola; depois de fazer curativos em uma ferida ou ao colocar lentes de contato, etc.

É fundamental que as crianças lavem suas mãos antes de levar alimentos à boca, depois de brincar dentro ou fora de casa, usar o banheiro, espirrar ou tossir (usar lenços descartáveis), assoar o nariz, brincar com os animais de estimação ou banhá-los.

Cada uma de nossas casas concentra uma grande quantidade de micro-organismos. Uma criança traz germes ao lar quando vem da creche ou da escola, e pode infectar dois terços da família. Por exemplo, o vírus da gripe pode sobreviver mais de 48 horas em algumas superfícies: interruptores, controle remoto, telefones e maçanetas, entre outros.

A correta higienização das mãos, então, reduz a possibilidade de adquirir e disseminar doenças, o que pode contribuir para a diminuição das faltas escolares e laboral, e ajudar a prevenir surtos epidêmicos em uma determinada área.

A técnica para higienização das mãos

• Molhar ambas as mãos com água potável (corrente). Ter cuidado se usar agua de uma lagoa, córrego ou poças d’água, já que não se sabe se a água é limpa.
• Ensaboar e esfregar as mãos durante 15 a 20 segundos. É preferível utilizar o sabão neutro comum de roupa ou sabões antissépticos. A esfregação deve incluir o dorso dos dedos, a munheca e abaixo das unhas com uma escova de cerdas finas.
• Enxaguar com água.
• Secar com uma toalha limpa ou uma toalha de papel descartável.
• Quando estiver em um lugar público, deve-se fechar a torneira usando a toalha de papel descartável.

No caso de não ter água potável e sabão …

A higienização das mãos com água potável e sabão é a melhor maneira de reduzir o número de germes presentes nas mãos. Se não há esses elementos, pode-se utilizar um desinfetante para as mãos à base de álcool 60%.

Este tipo de desinfetantes para as mãos à base de álcool pode reduzir rapidamente o número de germes nas mãos em algumas situações, mas é importante destacar que os desinfetantes não são efetivos quando as mãos estão visivelmente sujas.

Como utilizar os desinfetantes para as mãos?
Em primeiro lugar aplicar o produto na palma de uma mão.
Logo esfregar ambas as mãos.
Em seguida, esfregar o produto em todas as superfícies das mãos e dos dedos até que as mãos estejam secas

Higiene das mãos nos ambientes de cuidados médicos

As infecções que os pacientes adquirem no ambiente hospitalar podem ser difíceis de tratar e até mesmo mortais. Como em qualquer outro ambiente, a higiene das mãos é uma das formas mais importantes para prevenir a propagação de infecções hospitalares.

A transmissão de agentes patogênicos no ambiente hospitalar de um paciente a outro passa por 5 passos sequenciais:
1- Os organismos estão presentes na pele de um paciente ou em objetos inanimados que têm contato com ele.
2- Os organismos são capazes de transmitir-se através das mãos.
3- Os agentes patogênicos podem sobreviver nas mãos durante vários minutos.
4- A higienização das mãos do profissional de saúde geralmente é inadequada ou omitida por ele, ou os elementos usados para a lavagem das mãos geralmente são inadequados.
5- A mão contaminada tem contato direto com outro paciente ou com um objeto inanimado que será usado nele.

O pessoal de saúde deve praticar a higiene das mãos em certas circunstâncias-chave para interromper a cadeia de transmissão de micro-organismos aos pacientes.

Assim, a higienização das mãos no ambiente hospitalar deve ser posta em prática especialmente: antes do contato com o paciente, após contato com sangue ou com fluidos corporais ou superfícies contaminadas (mesmo que use luvas), antes de realizar procedimentos invasivos e após a remoção de luvas, uma vez que o uso delas não é suficiente para prevenir a transmissão de agentes patogênicos nos centros de saúde.

Os pacientes e seus entes queridos devem desempenhar um papel para ajudar a prevenir infecções, praticando a própria higiene das mãos, além de lembrar aos profissionais de saúde que realizem essa técnica.

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